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19 de Junho – Dia do Cinema Brasileiro

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No próximo dia 19 de junho é comemorado o Dia do Cinema Brasileiro. O Cinema Brasileiro comemora 114 ano. A data marca o aniversário de lançamento do documentário “Vista da Baía da Guanabara”, gravado a bordo do navio francês Brésil, por Afonso Segreto, em 1898. O primeiro filme brasileiro em movimento foi exibido em uma sala de cinema na Rua do Ouvidor, no Rio de Janeiro, com caráter de exibição de gala.

No início da produção cinematográfica, as obras brasileiras eram, em maioria, curtas musicais em que músicos da época ficavam atrás da tela do cinema dublando suas próprias vozes durante a exibição do filme. Com o passar do tempo, outros gêneros surgiram como os dramas, histórias carnavalescas e comédias, porém os filmes estrangeiros tinham melhor aceitação. Internamente, a produção nessa época explorava a história recente do país e deram espaço a produções como “Os Estranguladores” (1906), “O Crime da mala” (1908) e “Noivado de Sangue” (1909). Todos, infelizmente, perdidos.

As manifestações literárias do início do século XX deram força ao cinema brasileiro. Desta forma, diversas obras acabaram ganhando versões cinematográficas, como foi o caso de Iracema, Inocência, O Guarani. Somente em 1929, o Brasil lança o seu primeiro filme com cenas sonorizadas: Acabaram-se os Otários. A década de 30 foi marcada pelos trabalhos dos grandes estúdios. Por aqui, o Cinédia, criado por Adhemar Gonzaga, teve destaque pela produção de filmes como Lábios sem beijos (1930), de Humberto Mauro, e Mulher (1931), de Otávio Gabus Mendes.

Com o aumento dos custos com a produção cada vez mais tecnológica, pequenas salas acabaram encerrando suas atividades, o que ampliou a dependência com os filmes norte americanos. Porém Adhemar Gonzaga se une a Wallace Downey, diretor americano, e cria uma série de filmes retratando a cultura brasileira, principalmente o Carnaval: “Coisas Nossas” (1931), “A voz do carnaval” (1933) e “Alô, alô Brasil”, que trouxe a primeira participação de Carmen Miranda no cinema, além de cantores do rádio de sucesso, como Almirante, Alzirinha Camargo, Francisco Alves, Mario Reis, Aurora Miranda, dentre outros. Nesta época, as principais críticas posicionavam o cinema como extensão do teatro.

Dentro deste cenário de crescimento, surgem novos estúdios como a Brasil Vita Filmes e a Atlântida. Este último popularizou o cinema e marcou seus filmes com a união de música, rádio e comédia, ficando famosa pelas chanchadas, que reinaram durante o período entre as décadas de 30 e 50, e filmes de produção mais barata. É nessa época que surgem estrelas como Dercy Gonçalves, Zé Trindade, Grande Otelo, Anselmo Duarte, José Lewgoy e Oscarito. “Banana da Terra” (1938), seguido das frutas “Laranja-da-China” (1939) e “Abacaxi Azul (1944), “Aviso aos Navegantes” (1950) e “Carnaval Atlântida” (1952) são exemplos de filmes da época.

Para competir com o cinema hollywoodiano, Franco Zampari e Assis Chateaubriant criam a Vera Cruz e produzem filmes imortais do cinema brasileiro como O cangaceiro (1953), de Lima Barreto, e “Tico-Tico no fubá” (1951), de Adolfo Celi. Mas, sem dúvida, o maior sucesso do estúdio foi o personagem Jeca Tatu, interpretado por Amácio Mazzaropi e baseado na obra de Monteiro Lobato. Com ele, uma série de filmes, como Sai da frente (1951), Nadando em dinheiro (1952), Candinho (1953), O gato da madame (1954) e A carrocinha (1955), entre outros.

 

O Cinema Novo

As mudanças comportamentais da década de 60 e a popularização do cinema refletiram a produção cinematográfica brasileira. Sob a perspectiva “uma câmera na mão e uma idéia na cabeça”, os diretores e produtores passaram a buscar temáticas mais reais e sérias, essencialmente ligadas à situações da população mais pobre e os problemas sociais. Dentro dessa fórmula, estão os filmes “O Pagador de Promessas” de Anselmo Duarte, que foi premiado com a Palma de Ouro do Festival de Cannes; “Deus e o Diabo na Terra do Sol” e “Terra em Transe”, de Glauber Rocha; “Barravento”; “Os Cafajestes” (1961) e “Vidas Secas” (1964), de Nelson Pereira dos Santos.

A ditadura militar instaurada no País atingiu a arte e problemas sociais não puderam mais ser retratados no cinema. Desta forma, surgiu uma nova forma de fazer filmes: as pornochanchadas, consideradas produções de consumo fácil e com qualidade baixa.

O cinema só vai se recuperar no início da década de 90, quando leis e incentivos fiscais impulsionam as novas produções. Somente em 1993 foi que a nova lei de audiovisual trouxe novas expectativas para o cinema do Brasil. Diretores como Carla Camuratti, Murilo Salles e Fábio Barreto ficaram internacionalmente conhecidos e a partir daí tivemos várias produções que, inclusive, receberam indicações para o Oscar, maior premiação cinematográfica do mundo.

Desta forma, bons filmes como Carlota Joaquina, Princesa do Brasil (1995), de Carla Camutari, Bicho de Sete Cabeças (2011), Cidade de Deus (2002), Carandiru (2003), Central do Brasil, Carandiru (2003), Tropa de Elite (2007), Meu Nome não é Johnny, E Se Fosse Você (2008), Capitães de Areia, A Mulher Invisível (2009), e comédias recentes como O Bem Amado (2010), Muita Calma Nessa Hora (2011).

Recentemente o filme Se Eu Fosse Você foi adaptado ao cinema americano e francês, mostrando que o cinema brasileiro está em franca expansão.

 

Fonte: http://redes.moderna.com.br (Editora Moderna)

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