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Povoados

Listamos abaixo, todos os povoados pertencentes à cidade de Urucânia.

 

Povoados do Município de Urucânia
Povoado Domicílios Famílias População Distância da sede
Bandeiras 170 170 595 6 Km
Jatiboca 140 140 560 12 Km

Bandeiras

Joaquim Simplício “bom de bóia e ruim de serviço”, assim se descreve, brincando, o senhor de 94 anos, proprietário e morador do prédio da antiga Estação de Bandeiras, localizado na Vila de mesmo nome, no município de Urucânia.

O Sr. Joaquim nasceu na cidade de Ervália, MG, no ano de 1913, mas veio morar na cidade de Urucânia em 1940 e trabalhar na lavoura, produzindo alimentos. O Sr. Joaquim também foi carreiro e transportava até a Estação de Bandeiras, muitos produtos que eram levados à diversas outras regiões.

Ele nos conta que andavam léguas com carros de boi que iam cantando ao longo da estrada no ritmo do tropeço de quatro juntas de bois, até o seu destino. Segundo ele, era comum ao chegar na Estação de Bandeiras e esperar por mais de 10 horas, devido ao congestionamento de “veículos” carros de bois e tropeiros.

Eram 10, 12 e até 15, todos com no mínimo três juntas de bois. Os carreiros e candeeiros, como eram chamados os condutores de carros de bois, trabalhavam até 16 horas seguidas, alimentando somente com rapadura e queijo.

Em 1958, a mesma Estação em que costumava a visitar todos os dias e o mesmo trem que o trouxe para Urucânia, agora eram o seu trabalho. Ingressou na Rede Ferroviária Federal S.A. como auxiliar de serviços gerais, trabalhando naquela empresa por 31 anos, sendo 21 anos naquela Estação e o restante na Estação de Felipe dos Santos em Ponte Nova.

O Sr. Joaquim não soube informar com precisão quando foi construída a estação de Bandeiras, mas estima que foi por volta do ano de 1850. Nos relata que a Rede Ferroviária pertencia aos ingleses e que os mesmo contratavam para trabalharem na rede, somente portugueses e ingleses.

Conta ainda que o nome da Estação Bandeiras, foi devido ao fato do responsável pela supervisão dos trabalhos na época, um português por nome de Chico Bandeira. Este senhor foi proprietário das terras ao redor da Estação, denominadas Fazenda Bandeiras.

As terras foram vendidas para ao Coronel Inhõ Brandão, um dos mais ricos fazendeiros da região. Posteriormente ao Sr. Celso Melo de Azevedo e à Usina Jatiboca.

Por volta de 1963, com a pavimentação da estrada que liga Ponte Nova a Rio Casca, a Fazenda é cortada ao meio. A linha ferroviária ligava o Rio de Janeiro a Caratinga, entrou em declínio devido a diminuição de passageiros e de cargas. O ramal Ponte Nova – Caratinga, foi gradativamente desativado, tendo o ano de 1979 como o último.

Outro fato importante, nos conta Sr. Joaquim é que na década de 1950 e início dos anos 60 eram enormes o fluxo de pessoas que embarcavam e desembarcavam na Estação de Bandeiras. Diariamente centenas de pessoas, motivadas pela fé vinham em busca de graças atribuídas ao milagroso Padre Antônio.

A Estação de Bandeiras fica hoje a 5 km da sede do Município.

Na época não havia a estrada que se usa atualmente. Havia dois caminhos: um utilizado por veículos, carroças, cavaleiros e carros de bois, passando pela localidade chamada panela fria, fazenda da vargem, barrinha, até a sede do Município eram uns 9 km.
O outro caminho era por uma trilha, passando por cercas, pastos matas e lavouras, era feito somente a pé, um total de 6 km.

O Sr. Joaquim Simplício faleceu em dezembro de 2007, aos 94 anos.

Entrevista realizada em março de 2007.
Por JOÃO ROBERTO NETO.

Jatiboca

Usina da Jatiboca

A Usina de Jatiboca, fundada em 1920, fica no município de Urucânia, a 200 km de Belo Horizonte e próximo à cidade de Ponte Nova.

Atualmente a empresa tem capacidade para produzir cerca de 1 milhão de sacas de açúcar e até 32 milhões de litros de álcool por ano.

Sua área própria plantada de cana é de 9000 ha e de fornecedores, 2000 ha. Tem 900 funcionários fixos, e mais 600 são contratados durante a safra de cana-de-açúcar.

Na última safra (2005) foram produzidos

  • 4.986.769 milhões de litros de álcool hidratado;
  • 8.750.634 milhões de litros de álcool anidro;
  • 984.149 mil sacas de 50 kg de açúcar e
  • 21.630.225 Kg de melaço.

Em torno desta Usina surgiu um aglomerado com mais de 1.500 habitantes.

Na comunidade há uma Escola de 1º grau e um posto de saúde.

No entanto faltam infraestrutura em calçamento e drenagem.

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