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A Época dos Internatos

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Após o primário… Internatos

Em meados da década de 1930, havia em Urucânia somente escola até a conclusão do primário (1ª a 4ª serie), hoje Ensino Fundamental. Se a família tivesse condições financeiras para garantir a continuidade dos estudos de seus filhos, estes eram mandados para Ponte Nova onde havia escolas particulares: Escola Nossa Senhora Auxiliadora frequentado somente por meninas e administrado por freiras e o Colégio Salesiano Dom Helvécio, este, frequentado por meninos e coordenado por padres. Havia duas possibilidades: Os alunos podiam ser externos ou internos.

Os alunos externos eram aqueles que moravam em Ponte Nova ou tinham familiares na cidade, retornando todos os dias para as suas casas. Já os alunos que moravam em outras localidades  usavam o regime de internato, ou seja, entravam no início do ano letivo e somente retornavam para casa duas vezes ao ano: no mês de Julho (que era o período de férias) e no mês de Dezembro (quando se encerravam as aulas).

O valor cobrado era alto, visto que, os internos além das aulas, usufruíam da infraestrutura do colégio como: dormitórios (divididos por idade), refeitórios, lavanderia, onde recebiam as roupas lavadas semanalmente, salas de estudo onde cada um possuía sua própria carteira.

Para identificar os internos, eram usados números, estes utilizados também na identificação de seus objetos como carteiras, roupas de cama, roupas de uso diário, livros, cadernos, etc. Toda comunicação dentro do colégio era feita através deste número. Cada aluno com o seu.

Outro fato interessante era o locutório (sala de visitas) usado quando algum familiar fosse visitar seu parente. A visita era previamente agendada e quando chegasse a hora, uma pessoa da secretaria ia até a sala de aula, escrevia o número no quadro, ato este que informava aos alunos que o número escrito deveria sair da sala e dirigir-se à secretaria.

Por se tratar de colégios renomados, era desejo de todos estudarem neles. Além de Ponte Nova, existiam outros colégios nas cidades vizinhas como Mariana, Viçosa, Juiz de Fora, entre outros.

Durante o período de férias (Julho, Dezembro e Janeiro) Urucânia ficava mais animada com a volta dos estudantes. Era o momento de reencontrar os amigos, rever a família e curtir a cidade.

Padre Efraim, o Pároco da época, que gostava de ajudar e animar a juventude, instalou um pingue-pongue na entrada do Salão Paroquial (hoje Centro Cultural Padre Efraim Solano Rocha) e todos se divertiam jogando durante as férias. A entrada era franca e os grupos aproveitavam para conversarem, combinar passeios para sítios próximos, piqueniques.

A dificuldade de estudar na cidade era imensa e hoje os jovens da época, formados e adultos, sentem orgulho em ver que a cidade evoluiu e, com ela, as Instituições de Ensino.

Urucânia atualmente possui desde escolas de Educação Infantil até escolas de Ensino Médio, garantindo aos seus habitantes o direito de estudar próximo de suas casas sem a necessidade de sair do seio da família.

2 comentários para A Época dos Internatos

  1. Quero fazer uma ressalva. O padre Efraim não foi para Urucânia nos anos 30, e sim, nos anos 60. Lembto-me de quando chegou. Eu era pequena e ele foi meu padrinho de primeira comunhão.

  2. Engraçado, não sei quem escreveu este artigo, mas a história para mim, é bem conhecida. Estudei interna na Escola N. S.Auxiliadora, não nos anos 30, como diz a relatora,mas nos anos 60. Parece-me, que de uma época para outra, pouca coisa mudou.Realmente,iamos em casa , duas vezes ao ano. Só nas férias de julho e dezembro. Lembro-me, que na época em que estudava, o colégio era superlotado. Devíamos ser umas 350 alunas. Com o passar do tempo esse número foi só diminuindo, e, ainda na minha época, acabou o internato. As irmãs já não davam conta da rebeldia das meninas, nem os pais das despesas. Felizes os adolescentes de hoje que não precisam passar por essa experiência. Mesmo assim, tenho muitas saudades do colégio em que passei os melhores anos de minha vida.

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