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Nossa Gente

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Annita Ayres

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Dona Nitinha e Dico Pereira

Biografia de Annita Ayres

Annita Ayres, mais conhecida como D. Nitinha, nasceu em Urucânia, no dia 15 de Dezembro de 1907. Filha de Antônio Ayres de Souza e Ana Thereza de Souza (Sá Donana).Aos 6 anos começou a estudar. Cursou o Primário em Urucânia e o Ginásio foi feito na cidade de Mariana, onde ficou como estudante até o 3º ano Normal. Esforçada, percorria o trajeto de Urucânia à Mariana à cavalo, visto que, na época não havia transporte entre as cidades.Regressando à Urucânia, Annita Ayres começou a lecionar na  “Escola Reunidas de Urucânia” , hoje “Escola Estadual Professor Manuel Rufino”. Casou-se em 1932 com Raimundo Pereira da Silva ( mais conhecido como Dico Pereira).Seu sonho era fazer Medicina mas, infelizmente, não pode realizá-lo pelo motivo do curso ser feito em outro Estado. Não houve frustração em optar pelo Magistério que, durante toda sua vida profissional, serviu com muita dedicação.Logo no início de sua carreira, por ausência da Diretora da Escola, Annita Ayres assumiu a direção.A Educação exige e merece a dedicação de uma vida e ela desempenhou o seu papel com muita capacidade e simpatia. O ‘Ser Diretora’ passa, mas, o ‘Ter Sido Diretora’ permanece, deixando assim a sua marca. Durante todos estes anos, doou parte de sua vida para a Educação, confirmando a coerência entre o ideal e a ação.Suas colegas de trabalho foram:

  • Herculina Brandão (D. Nonoca)
  • Júlia de Freitas (D. Julinha)
  • Nazareth Mayrink
  • Maria Martiniano Ferreira (D. Sinhá)
  • Cor Marie Mayrink (D. Coíta)
  • Zélia Ayres
  • Thereza Ayres
  • Maria de Lourdes Castro (filha do Professor Manuel Rufino)
  • Maria Amélia (filha do Professor Manuel Rufino)
  • Eci Pereira
  • Maria das Dores Pereira (D. Sanica)

Seu hobby preferido era a leitura. Nas horas de folga lia romances e muitas vezes os transformavam em peças teatrais que eram bem aceitas pelo público.

Quando jovem, tocava bandolim e piano. Participava das sessões de Cinema Mudo tocando bandolim como fundo musical durante a apresentação dos filmes juntamente com o Sr. Raimundo Machado e seu violão.

Ficou viúva aos 47 anos com 6 filhos: Miriam Vilma, Celso, Cleide, Marise, Antônio e Maria Tereza. Aposentou-se no ano de 1949.

Mudou-se para Belo Horizonte onde veio a falecer em 1978, deixando para seus filhos e uma legião de alunos um exemplo de vida a imitar.

Por todos estes valores reunidos, Annita Ayres recebeu , da cidade de Urucânia, a homenagem de ter o seu nome na Biblioteca Municipal da Cidade.

Sendo assim, seu nome perpetua-se na história.

Versos de Autoria de D. Nitinha
Salve! ditosa Urucânia
Na tua grande humildade,
A Mãe de Deus transformou-te
Em Lourdes com amenidade.
 
Por mais milagres que operes
Por mais prodígios que faças
Muitos ainda te negam
Nossa Senhora das Graças!
 
Que importa? Aqueles que sofrem
Já te conhecem bastante.
E os outros hão de encontrar-te
Num sofrimento distante.
 
Avante pois sofredores
Vindos do Sul ou do Norte
As bençãos do Padre Pinto
Vos hão de dar melhor sorte.
Nossa Senhora das Graças
Bondosa Mãe de Jesus
As tuas mãos sempre abertas
Desprendem raios de luz.
 
Que Minas transfigurada
Com o teu grande esplendor,
Viva sempre abençoada
Aos pés de Nosso Senhor!
 
Recebe ó Mãe esta prece,
Tu muito sabes de quem;
É um filho e porque carece
Pede uma benção também.

Annita Ayres
* 15 de Dezembro de 1907
+ 02 de Setembro de 1978

Colaboração:
Rosa Maria de Carvalho (Rosita) – Fotos e textos
Malvina Cohen – textos
Marly Mayrink de Araújo – textos

6 comentários para Annita Ayres

  1. Muito legal a iniciativa e parabéns pelo trabalho de pesquisa, texto muito bem escrito, espero que continue assim nossa cidade é muito rica em casos engraçados, fico feliz em poder apreciar minha terrinha, minha familia.

    Grande Abraço.

    Thiago Giardini

  2. Acho louvável a criação dessa página para o resgate de nossa história. Muitos habitantes antigos contribuiram de alguma forma para a construção de nossa história. Seja através da cultura, seja através do trabalho. Faz parte de nossa cultura a Dona Nitinha, carinhosamente conhecida pelos antigos moradores. Lembro-me bem, ainda criança, dos teatros de Sá Donana em que a Dona Nitinha era “ponto”. Já trabalhei com elas e guardo muitas saudades daquele tempo. Urucânia respirava cultura naquela época de tão poucos recursos. “Mentes brilhantes” aquelas.

  3. ESTE É O MAIOR ORGULHO QUE SE PODE TER. SEUS PAIS FORAM EXEMPLO DE VIDA. PARABÉNS.

  4. Quando soube do site através de amigos , não imaginei o quanto seria agradável conhecer as pessoas que contribuiram para esta cidade.Apesar de todas dificuldades daquela época, o esforço e a persistência, servem de exemplo para outras gerações, demonstrando o quanto é importante ir em busca dos nossos sonhos.Parabéns!

  5. Excelente professora e educadora, nos tratava com muito carinho e passava uma imagem muito boa de dona de casa e muito culta. Todos a respeitavam muito e até hoje admiro a tradição da família.

    Achei linda a homenagem à D. Nitinha e digo que ela é muito merecedora. Gostei da iniciativa de mostrar a história de Urucânia para o mundo.

  6. Que excelente ideia criarem um site para divulgar a memória de Urucânia.

    Fiquei feliz em ver o nome de D. Nitinha ser lembrado, mostrando a contribuição da vida e trabalho dela para o desenvolvimento cultural de nossa cidade.

    Sinto orgulho de ter convivido com ela e de ter sido nora de uma pessoa tão culta.

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