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Comemorações 7 de Setembro em Urucânia

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 Dia 7 de Setembro em Urucânia

A Independência do Brasil é um dos fatos históricos mais importantes de nosso país, pois marca o fim do domínio português e a conquista da autonomia política através de Dom Pedro I. Diante desse acontecimento tão respeitável, várias são as escolas que ainda preservam a memória acerca do período e as comemorações desta data.

Nas décadas de 60 e 70, Urucânia comemorava o Dia 7 de Setembro com muito fervor. O patriotismo tomava conta da cidade, fazendo manifestar nos estudantes, professores e também na população o verdadeiro sentido desse acontecimento: O espírito cívico.

Para que o evento acontecesse, aproximadamente 20 dias antes da festa, o Ginásio Padre Antônio Ribeiro Pinto, mobilizava professores, alunos, policiais e com a ajuda da Fanfarra começavam a se preparar através dos ensaios para o grande dia.

Tudo era planejado para que nada prejudicasse o andamento escolar. Assim, sempre após o recreio, nos dois últimos horários, todos iam para rua formar os pelotões e começar a marchar para que tudo saísse com perfeição no dia da festa. Vários eram os ensaios para que tudo desse certo na tão esperada data.

Com os pelotões formados, os mesmos eram separados por estudantes, onde cada um tinha a função de carregar uma bandeira representando cada estado, sendo que a Bandeira do Brasil vinha à frente, conduzindo a marcha. Todos devidamente uniformizados (calça para meninos, saia para as meninas e sapato preto e meia branca para todos) e em fila desfilavam com muito orgulho e  disciplina.

Já os que separavam os pelotões, usavam também uma faixa que representavam as cores do Brasil e luvas para segurarem as bandeiras, demonstrando respeito e amor à pátria.

Ao som da Fanfarra da escola, alunos tocavam e marchavam parando de tempos em tempos para que os pelotões de malabaristas formado por moças e rapazes pudessem demonstrar seu talento e graciosidade, seguindo assim, em direção ao largo da Igreja da Matriz.

Chegando lá, havia um palco reservado para que as autoridades locais e os representantes da Educação iniciassem as apresentações começando com a exibição do Hino Nacional que era cantado por todos os presentes devidamente posicionados onde lentamente eram hasteadas as imponentes bandeiras de Urucânia, Minas Gerais e do Brasil.

Para abrilhantar ainda mais o evento, professores discursavam sobre a importância desta data, alunos declamavam poesias e pequenos grupos, cantavam melodias enaltecendo o nosso país. Para finalizar, retornavam marchando de volta à escola para saborearem um delicioso lanche preparado sempre com muito carinho pelas cantineiras do Ginásio.

Durante muitos anos, esta foi à rotina das escolas da cidade. Afinal, ser cidadão é também valorizar nossas origens, reivindicar nossos direitos e cumprir nossos deveres. Pois como dizia a música “O meu Brasil idolatrado, terra de amor onde eu nasci. Quero dizer ao meu amado tudo que eu penso de ti. Tenho a certeza que não há melhor país, maior nação e muita gente não dirá, porque só te entenderá, quem te olhar de coração. Terra de amor e de bondade, onde não há estrangeiros porque todos são iguais. País que sendo rico e nobre vive o rico, vive o pobre, pra poder viver em paz [..]”

Mas com o passar do tempo, infelizmente muita coisa mudou. Hoje nosso município ainda reluta para poder manter acesa a chama do patriotismo. Para muitos, celebrar o 7 de Setembro é sinônimo de ditadura. Afinal marchar para que? Mas esses que pensam dessa forma deveriam lembrar que o simples ato de marchar pelas ruas da cidade, demonstra exemplo de disciplina, cidadania, respeito e resgate de valores que ao longo dos anos se perderam no tempo.

Colaboração:
Texto: Rita de Cássia Araújo
Fotos: Arquivo Pessoal de Rita de Cássia Araújo

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