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Nossos Casos

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Festa do Cruzeiro Iluminado

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cruzeiroEm 1955 ou 1956, o Vigário de Urucânia era Padre Efraim Solano Rocha. Ele pensou em construir o cruzeiro da cidade em cimento e para isso ele contou com a ajuda dos fiéis que apoiaram a ideia com alegria. Foi construído um bonito e grande cruzeiro iluminado no alto do morro.

Na inauguração teve missa, coral e banda de música. Era lindo quando a gente chegava em Urucânia, na entrada da cidade, lá perto de Jésus Valadares e avistava o cruzeiro todo iluminado, espalhando sua luz por todos os lados.

Há uma crença popular que diz o seguinte: quando é tempo de seca, as pessoas vão até o cruzeiro carregando pedras grandes e pequenas para depositar ao pé da cruz e levam água também para molhar as pedras. As pessoas rezam e cantam pedindo a Deus para mandar chuva. A chuva é bênção para nós, para os animais e para as plantações.

O dia 03 de Maio é o dia de enfeitar as pequenas cruzes de nossas casas com papel de seda colorido. Naquela época dava gosto a gente sair para apreciar as cruzes de “roupa nova”. Neste dia comemora-se o Dia da Santa Cruz e o Padre Efraim celebrava a missa lá no cruzeiro iluminado. O altar era armado lá aos pés da cruz. O Padre celebrava, o coral cantava e a banda de música animava.

Certa vez, Padre Efraim teve uma ideia para a festa ficar mais animada… faria uma competição entre a ‘Rua de Baixo’ contra a ‘Rua de Cima’. Para você entender… da loja do Adil para baixo era a Rua de Baixo e da loja do Adil para cima era a Rua de Cima.

A festa acontecia na melhor animação. Cada equipe era responsável pela ornamentação de um lado da cruz. O lado esquerdo era responsabilidade da Rua de Baixo. Já o lado direito da cruz era decorado pela Rua de Cima.

Além disso, cada equipe procurava enfeitar todo o trajeto para o caminho do cruzeiro, arcos de bambu, bandeirolas, tochas para iluminar o caminho.

Era muito animada a disputa. O trabalho era feito em sigilo. A Rua de Baixo não sabia o que a Rua de Cima fazia e vice-versa. A festa acontecia cada ano mais animada.

Até que um dia aconteceu um mal entendido. Na hora do Padre Efraim fazer o agradecimento às equipes responsáveis pela ornamentação, ele disse: “Lá de baixo estava muito lindo e aqui de cima, melhor ainda!”.

Pronto! Foi a maior confusão!

Na verdade, o que ele quis dizer foi que o cruzeiro visto lá de baixo (da porta da Igreja Matriz) estava muito lindo e aqui de cima (próximo ao cruzeiro) a decoração como um todo estava melhor ainda.

A Rua de Cima entendeu que foi a vencedora. Houve muita briga, discussão e levou algum tempo para as equipes perceberem que tudo isso foi um grande mal entendido.

Ah! Como é bom recordar! Bons tempos aqueles.

Espero que você, leitor, curta com carinho este nosso caso.

Colaboração:
Texto: Urucaniense Saudosista

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