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Gente Que Fez e Faz a Nossa História

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Urucânia - 1954

Urucânia – 1954

Corria o ano de 1862. Dona Francisca da Incarnação doa o primeiro torrão de terra onde foi construída a 1ª Capela. Nascia uma estrela: o povoado de Nossa Senhora do Bom Sucesso do Urucu. Só em 1924 mudou seu nome para Urucânia.

Que saudades do tempo da biquinha e dos carros de boi cantando triste descendo o morro da Tirica e atravessando as ruas lamacentas de terra batida.

Por aqui passaram homens e mulheres que sonharam e fizeram realidade, tempos inesquecíveis na memória de muitos.

Na educação, a saudade dos velhos mestres: Professor Manuel Rufino, Dona Olívia, Dona Julinha, Dona Maria Amélia, Dona Sanica, Dona Zélia, Dona Nitinha, Dona Nonoca, Dona Ecy, Dona Eny, Dona Edna, Dona Nazareth, Dona Elaine, Dona Coita, Dona Geralda, Dona Malvina e tantas outras dos tempos das Escolas Reunidas de Urucânia.

Mais tarde Nelito, Zizinho e Glorinha fundam o Ginásio Padre Antônio Pinto que Nelito chamava carinhosamente de “a menina dos meus olhos” e foi aqui que a maioria dos urucanienses tiveram a oportunidade de estudar. Nessa época é marcante a figura dos professores inesquecíveis João Silva e Sô Coelho.

Na cultura, vem-nos a lembrança os saraus da casa de Dona Taninha. O piano de Olga e Cleide alegravam a cidade.

Os seresteiros entoavam canção de amor às suas amadas varando as noites sombrias: Francisco Desidério, Valdemar Godoy, Lindolfo, Nelito, Didi Faria, Marcos Cohen, Tãozinho, Bijuca e Ney…

Nos bailes os mestres do sopro: Gegê, Zico e Mozart embalavam os casais com suas melodias românticas.

O teatro foi a paixão ardente da família Donana Ayres e do Padre Efraim, que construiu em Urucânia um teatro, e o grupo era famoso: Donana e Antônio Ayres, Dona Nitinha, Tereza Ayres, Francisco Desidério, José Cruz, Élcio Cruz, João Silva, Dona Lourdes Godoy, Rute, Geralda, Otacília, Malvina, Marina, Mazarelo, Rosita, Pulcina, Marcos Cohen, João Bosco Giardini, e tantos outros.

As festas eram marcadas pelas quadrilhas de Antônio Rossi (Totonio) e João Silva: Tradição mantida por Carlos Macedo.

A banda de música marcava presença em todas as festividades. Lá estavam: Agenor de Godoy, Paulinho Brígido, Camilo Mayrink, Didi Mayrink, Luiz Tereza, Juquinha de Júlio. Depois a Lira 26 de Julho ficou sob a batuta de Gentil Chaves (Gegê).

No esporte, o futebol foi sempre marcante, lá no campinho onde hoje é  a Escola Estadual Professor Manuel Rufino as mocinhas aplaudiam os atletas como Zezé de Irã, Nelito, Celso, Ernane, Miltinho, Irim. Tinha até rinha do futebol: Leca e Malvina. Mais tarde, Nelito funda o GEU (Grêmio Esportivo Urucaniense) e constrói o Manuelão e a sede social do GEU e Francisquinho constrói o Franciscão.

A economia era marcada pela agricultura, com grandes fazendeiros como: José Pinheiro Brandão, Helder de Aquino, Orozimbo Valadares, Paulo Giardini, Milton Fonseca, Leopoldino Januário Pereira, Tito Soares, Inhozinho Bento, Xicre Mansur, Tatão Rio Doce, Olavo Mol, Tatão Campos e tantos outros. Hoje a suinocultura ganha destaque com a família Campos.

Em 1929, Custódio Martins da Silva, Ângelo Vieira Martins e Carlos da Fonseca Brandão criam a Companhia Agrícola Pontenovense – Jatiboca com a colaboração constante de Acácio Martins da Costa. Mais tarde, Ari Soares Martins, Dr. Hélio Soares Martins e Luiz Carlos Soares Martins consolidaram e ampliaram a empresa.

Todos eles foram responsáveis pelo oferecimento de oportunidade de trabalho e sustento da economia de Urucânia.

Na política há de ressaltar José Pinheiro Brandão como intendente e Paulo Giardini como 1º Prefeito. Manuel Mayrink Neto o prefeito sonhador, cujas obras podemos citar: a construção da sede social do GEU, o 1º Posto de Saúde, a instalação de tratamento de água, as primeiras ações de saneamento básico, bem como calçamento de ruas, a instalação da Telemig, o 1º receptor de TV, etc. Outros administradores trouxeram cada um a sua colaboração: Luiz Gonzaga Fontes, Maria da Glória Pinto Mayrink, Francisco Gomes Ribeiro, Danilo Henrique Mayrink, José João de Souza, Sérgio Louro Rocha, José Estevam Mansur e atualmente Frederico Brum de Carvalho.

Na saúde, lembramos a famosa farmácia de Sô Tonico Ayres, depois do Joaquim Farmacêutico, Zé Farmacêutico e Sô Dário.

                A vida chegava pelas mãos preciosas das parteiras Dona Taninha (Vovó Taninha) e Dona Maria de Lúcio.

A Igreja, os párocos cuidavam do seu rebanho que era constituído pela maioria da população, predominava a Igreja Católica Apostólica Romana. Dentre os párocos lembramos o Padre José Henrique, o Padre Jaime Antunes, o Padre Efraim, que com seu entusiasmo alavancou a participação dos fieis na Igreja. A sua preocupação com o jovem o levou a construir um salão paroquial onde houvesse teatro e recreação para eles. Lançou a Pedra Fundamental do Santuário, construiu o Cruzeiro Novo, onde eram famosas as festas. Quando competiam a rua de cima com a rua de baixo. Foi no tempo de Padre Henrique que chegou a Urucânia o Padre Antônio Ribeiro Pinto. Para cá correram os fieis em busca de cura e alento para suas dores, através de suas bênçãos.

                Padre Antônio foi o responsável pela divulgação da fé e da proteção de Nossa Senhora das Graças. Com ele Urucânia ficou conhecida n o Brasil e no Mundo, contando sempre com o apoio de Dona Beatriz Monteiro de Carvalho e Didino, que fieis ao seu pastor muito ajudaram em suas obras, inclusive na construção do Santuário de Nossa Senhora das Graças.

                A todos que foram lembrados e os que foram esquecidos, mas tiveram participação na construção da sociedade urucaniense os agradecimentos. A vocês que foram exemplos, a vocês que dignificaram o povo legando-lhes saúde, educação, trabalho, lazer, cultura e fé, estejam onde estiverem Deus lhes abençoe. Deus lhes dê a paz.

 

Colaboração:
Texto enviado por: Vanda Lúcia Giardini

1 comentário para Gente Que Fez e Faz a Nossa História

  1. Excelente trabalho apresentado.Precisa de continuação, para continuar narrando a saga de outras pessoas que estão também nesse contexto, e com letra maiúscula falar da figura principal que era o Pe Antonio. Nossa querida Cidade nos faz orgulhar de tudo que passou. Nobre gente amiga e hospitaleira que perpetua a nossas atitudes. Continuem assim…Devemos saber mais…

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