Bem-Vindos ao Novo Site do Visite Urucânia!
Clique aqui para ouvir o texto

Nossa Gente

.

Malvina Cohen

3.782 visitas

Malvina Cohen

Malvina Cohen

 

Malvina Cohen nasceu em Ponte Nova em 8 de Abril de 1933 e considera-se urucaniense por opção. Filha de Odilon Cohen e Maria Tompe, o casal teve mais um filho: Marcos Cohen. Sempre uma menina calma e inteligente, brincava como todas as crianças de sua idade. Uma filha amorosa e dedicada à sua família, Malvina não escondia o amor que sentia por eles.

Sua mãe, Maria Tompe, ao ficar viúva na década de 40, saiu do Rio de Janeiro com seus 2 filhos e veio morar em Urucânia, na casa da sua irmã Ephigênia Tompe, quando Malvina tinha aproximadamente 8 anos de idade.

Ela cursou o primário em Urucânia, sendo uma de suas professoras Dona Nonoca Brandão Fonseca, pela qual tinha muito carinho. Sendo uma aluna aplicada, gostava de ler, escrever, enfim, sempre dedicada aos estudos.

Ela teve o privilégio de ter presenciado os milagres que Nossa Senhora das Graças realizou através das bênçãos do Padre Antônio Pinto.

Por ser uma pessoa que esbanjava simpatia, Malvina sempre cultivou muitas amizades. Suas amigas mais próximas em sua adolescência eram Marlene Brandão Fonseca, Wilma Míriam Pereira, Sebastiana Augusta, Dirce Machado, Titita Dias Pereira, dentre tantas outras.

Estudou na Escola Nossa Senhora Auxiliadora, na cidade de Ponte Nova, ficando interna durante todo o ginásio (5ª a 8ª série), vindo para casa somente nas férias escolares.

Logo após concluir esta fase, Malvina continuou os estudos na mesma escola, onde fez o Magistério em regime externo, ou seja, morando na casa de sua tia Olga Saraiva em Ponte Nova para fazer companhia às primas Maria Luiza, Riza e Maria das Graças que estudavam também na mesma escola.  Estudou durante três anos, formando-se Professora em 1954.

Após sua formatura, Malvina retorna à Urucânia, onde residiu com sua mãe e seu irmão por vários anos.

Em 1955, começou a lecionar na Escola Estadual Professor Manuel Rufino, onde foi nomeada. Sua competência a fez ser admirada por todos. Por ser uma pessoa dinâmica, dedicava-se também à Igreja, ajudando o pároco da época, Padre Efraim Solano Rocha nos eventos religiosos da cidade. Além disso, organizava juntamente com o Sr. Totoni Rossi, as famosas Festas Juninas da cidade e participava do teatro, representando peças dramáticas e bailados, todas organizadas pela Sra. Donana Ayres e Dona Nitinha Ayres em alguns salões do nosso município.

Seus primeiros colegas de teatro foram Tereza Ayres, Marise Pereira, Ruth Godoy, Lourdes Godoy, Dirce Machado, Marlene Brandão, Maria da Conceição Lima (carinhosamente conhecida como Leca), Cleide Pereira, Celso Pereira, Marcos Cohen, Chico Desidério, João Silva, Mazarelo Carvalho,  Rosita Carvalho (a artista mirim), Zezé Carvalho, Maria das Graças Silva, Vicente Henrique, Madalena Giardini, Naná Rufo, José Cruz, Tãozinho Cordeiro e seus irmãos, além de vários outros que foram chegando e contribuindo para o enriquecimento da cultura de Urucânia.

O sucesso era tão grande que as peças eram apresentadas nas cidades vizinhas.

Enfim, uma mulher que sempre cooperou com todos aqueles que precisassem dela.

Prendada, Malvina logo cedo começou a tricotar e bordar manualmente. Seus trabalhos eram belíssimos e únicos. Um exemplo disso era que quase todas as crianças que nasciam na região tinham tricôs (paletós, sapatinhos, coletes, toquinhas) confeccionados por ela, sem contar que fazia bolos confeitados para festas a pedido das mães dos aniversariantes da nossa cidade.

Casou-se em 29 de Dezembro de 1962 em Urucânia na Igreja Nossa Senhora do Bonsucesso, sendo seu casamento realizado pelo Padre Antônio de Pádua Souza em um dia de muita felicidade e alegria.

Logo após seu casamento, foram morar em Belo Horizonte e tiveram dois filhos, a saber: Celso José Pereira Júnior e Cláudia Maria Pereira. Teve como companhia sua mãe, Maria Tompe, que sempre lhe ajudou na criação e educação de seus filhos.

Em Belo Horizonte, Malvina não abandonou sua profissão. Continuou a lecionar nas escolas da capital.

Em 1983, aposentou-se como professora. Após esta data, dedicou-se a outros compromissos na Igreja como a realização de encontros de casais e foi também Ministra da Eucaristia. Sem deixar de ser uma mãe zelosa, esposa amorosa e dedicada era também referência de amizade para todos aqueles que estavam à sua volta.

Decide retornar para Urucânia no inicio dos anos 2000 para cuidar de sua mãe.

Em Agosto de 2005, Malvina teve a grande alegria de ser avó de um menino chamado Pedro Cohen Rocha, filho de Cláudia e seu marido Altacir. Esta criança veio para aumentar ainda mais sua felicidade.

Em Fevereiro de 2009, Malvina perde sua mãe que faleceu aos 99 anos. Um momento difícil para todos. Continua a residir na mesma casa onde recebe seus amigos, filhos, neto, enfim, sua família que têm por ela um grande apreço.

Hoje, prestes a completar 80 anos, viaja, visita seus filhos e amigos, continua a tricotar, participa da vida religiosa da cidade e é considerada um exemplo de cultura, pois sempre é entrevistada por pessoas que desejam saber um pouco mais sobre a história do nosso município. Enfim, um grande modelo para todas as gerações.

Colaboração:
Texto: Rita de Cássia Araújo
Colaboração: Marly Mayrink de Araújo e Celso Jr

8 comentários para Malvina Cohen

  1. INTERESSANTE QUE MINHA FAMÍLIA NÃO É CITADA NESTAS CONSIDERAÇÕES. NAO QUE ME INTERESSA PORÉM ENTRISTECE PORQUE FUI AMICÍSSIMO DE MARCOS E DA MALVINA. EM UMA OCASIÃO, TINHA UMA LOJA DE TECIDOS, AONDE O FRANCISCO, MEU SOBRINHO ESTÁ, DEI AULA PARA MALVINA DE DATILOGRAFIA POR UNS MESES. MAS LHE GARANTO: ESTAR COM ESTA FAMÍLIA FOI MOTIVO DE SATISFAÇÃO. MAS, COMO TINHA OITO IRMÃS, PODERIAM SEREM LEMBRADAS… PORQUE ISSO?(ESPOSA DO JOÃO DEMETRIO/ESPOSA DO ELZEÁRIO/NAIR,MARIA/GRACINHA/ROSARINHA! ENTÃO?BEIJOS A TODOS…

  2. Oi Malvina!!! O que dizer a seu respeito? Fica difícil explicar um exemplo de fortaleza, inteligência e cultura. A senhora não é um exemplo somente para mim. Mas um grande exemplo para todos aqueles que acreditam que tudo na vida é possível. Seja Malvina ou Dindinha, que a senhora continue nos proporcionando inesquecíveis momentos de alegria e boas risadas. Bjos em seu coração. Rita.

  3. Dindinha, foi muito bom ter podido colaborar com a história de uma pessoa que sempre esteve ao meu lado desde quando eu era criança. Sou muito grata por tudo que a senhora fez por mim. Que continue esta mulher forte, otimista e principalmente com muita alegria em seu coração. Que a vida continue lhe oferecendo a cada dia tudo de melhor que ela possui. Abraços da “sua irmã” mais nova, Marly.

  4. Thiago comentou em 18/04/2013

    Tia Malvina,

    Falar de Tia Malvina é muito simples, é uma pessoa que eu admiro pela simplicidade e caráter e honestidade acima de tudo, tenho boas lembranças, era grande amiga da minha avó, ficavam batendo papo horas e horas… que saudade que eu tenho.

    Bom, me lembrei de uma história divertida que ocorreu com Tia Malvina, ela estava a caminho da fazenda pra encontrar com minha avó, quando apareceram 03 cachorrinhos bravos querendo mordê-la, graças a Deus cheguei a tempo né, não me esqueço disso.

    Um abração Tia Malvina, muita paz e saúde pra vc.

    Thiago Giardini

  5. Minha Querida Madrinha!

    As palavras não são suficientes para expressar todo o carinho que tenho pela senhora.
    Peço à Deus que continue sempre iluminando o seu caminho.
    Obrigada por tudo que tem feito por mim. Beijos da sua afilhada. Clarisse

  6. De seu passado sei por história devido minha idade, já o presente conheço uma mulher batalhadora de uma excelente educação e de muita bondade. Dela já recebi muitos elogios e incentivos que lembro-me nas minhas conquistas. Dona de mãos habilidosas, assim posso aquecer-me no frio de Ouro Preto (rsrsrs). Amiga da família e um exemplo de vida. Parabéns a ela por ser essa pessoa maravilhosa!

  7. EXISTEM PESSOAS QUE TRANSBORDAM VIRTUDES MAS FALTAM-NOS PALAVRAS PARA EXPRESSAR CORRETAMENTE, MAS NA FALTA DE TAIS PALAVRAS USAREI MEU HUMILDE MAS SINCERO REPERTÓRIO; MINHA QUERIDA MALVINA, GUARDO COM CARINHO NO CANTO MAIS RESERVADO DE MEU CORAÇÃO AS VEZES EM QUE EU E DONA SEBASTIANA ÍAMOS EM SUA CASA EM BH. ÉRAMOS SEMPRE RECEBIDOS COM CARINHO E APREÇO, SUA AMIZADE SINCERA JUNTAMENTE COM A DE SEUS FILHOS CELSO E CLAUDIA ENRIQUECERAM E PERFUMARAM MAIS NOSSAS VIDAS; DEUS SEJA LOUVADO POR TERMOS VOCÊ E SUA FAMÍLIA, QUE JESUS E MARIA LHE ABENÇOEM SEMPRE.

  8. Malvina é alguém por quem sempre nutri um carinho muito especial. Lembro-me de quando ainda morava fora e vinha a Urucânia, fazia questão de participar das celebrações e sempre era convidada a proclamar a Palavra de Deus, haja vista que possui uma oratória formidável.

    Malvina é de papo agradável, sempre trazendo à memória o zelo pelo passado glorioso de Urucânia.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Click to listen highlighted text!