Bem-Vindos ao Novo Site do Visite Urucânia!
Clique aqui para ouvir o texto

Nossa Gente

.

Marcos Cohen

2.540 visitas

Nascido em 01 de Outubro de 1937 em Ponte Nova, Marcos Cohen foi filho de Maria Tompe e Odilon Cohen. Veio para Urucânia com 3 anos de idade e sempre se intitulou urucaniense por opção.

Aprendeu violão quando criança e tocava muito bem “de ouvido”. Observador e curioso, aprendia rapidamente novas músicas ao ver outras pessoas tocando. Sempre pedia informações sobre a arte de tocar violão a todos que podiam ajudá-lo. Promovia, juntamente com seus amigos, serestas em Urucânia, alegrando os corações apaixonados.

Na juventude, tinha como companhia inseparável o seu fiel cão Feioso. Feioso era assíduo nos horários de trabalho de Marcos nos Correios. Exatamente no horário de início do expediente, Feioso ficava deitado na porta da Agência dos Correios localizada naquela época onde é atualmente Rua Dona Francisca. Na hora do almoço, ao badalar do relógio da Matriz, Feioso subia a rua para o almoço independente do seu dono subir ou não. Feioso gostava de chupar picolé e só aceitava sua comida após comparar seu prato com o prato de Marcos. Um ponto muito interessante e engraçado que marcou época na cidade era o fato do Feioso sempre se dirigir ao local onde Marcos marcava para namorar. Com isso, as outras namoradas descobriam onde Marcos estava e com quem.

Funcionário dos Correios, Marcos tinha a função de telegrafista juntamente com Waldemar Fonseca e Itamar Godoy que também ali trabalhavam, sendo chefiados por Manoel Fonseca. Enviava telégrafos e mantinha os habitantes da cidade em contato com outras localidades.

A confiança do Padre Antônio em Marcos era muito grande e ele era sempre chamado pelo Padre para auxiliar na abertura das correspondências que chegavam. Eram milhares de pedidos de bênção e doações espontâneas dos fieis e devotos.

Marcos era um filho e irmão exemplar, sempre preocupado em dar conforto e bem-estar aos seus familiares. Sua mãe, Maria Tompe, orgulhava-se muito da inteligência do filho e também se orgulhava por ele ser muito caridoso e por não discriminar quem quer que fosse, por isso era amigo de todos.

Excelente contador de histórias e piadas, transmitia alegria a todos à sua volta.

Mesmo quando se mudou para Belo Horizonte, transferido pela Agência dos Correios, não se esqueceu de Urucânia e seus habitantes. Um exemplo disso é que estava sempre preocupado com as pessoas que precisaram resolver problemas de saúde ou qualquer outro tipo de dificuldade. Estava sempre disposto a ajudar e visitar os amigos enfermos que ali se encontravam para tratamentos.

Em Belo Horizonte, viveu com sua esposa, Eneida Fialho Cohen e deste casamento nasceu sua filha, Rachel Cohen.

Mesmo sendo um jovem que soube aproveitar a vida, Marcos, ao se casar, honrou e respeitou sua esposa, sendo um marido amoroso, fiel e muito dedicado. Foi um pai cuidadoso, preocupado e extremamente apegado à filha. Mas o destino levou-o cedo deixando Rachel ainda bem pequena.

Marcos Cohen faleceu em 02 de Julho de 1982, deixando uma tristeza profunda e muitas saudades em seus familiares e amigos.

Marcos Cohen
 
* 01 de Outubro de 1937
+ 02 de Julho de 1982
Colaboração:
Texto e foto: Malvina Cohen
Colaboração: Rita de Cássia Araújo e Celso José Pereira Júnior.

4 comentários para Marcos Cohen

  1. Marcos foi muito mais que um primo. Era considerado um irmão, pois sempre estava na casa de meus pais para conversar, tomar um café e dedilhar com todo seu talento e sabedoria seu violão juntamente com meu irmão Mozart. Momentos estes, inesquecíveis para toda nossa família. Onde quer que esteja, tenho certeza que esta cena está se repetindo. Saudades e mais saudades!!!!
    Marly Mayrink

  2. “Nossos entes amados não são como objetos que se perdem. São almas que viajam(…) sem que o laço de amor que nos uniu fosse rompido. Os que partiram continuam na vida mas não nos deixaram, porque quem ama sempre estará na memória de nosso coração, à espera do dia do grande reencontro.” Saudades sinceras do grande amigo Marcos Cohen, que exemplificou ética e caridade com o próximo.

  3. Tive a alegria de conviver com a pureza de coração que a figura de Marcos Cohen representava. Foi o maior violonista que vi tocar em toda minha vida, do popular ao clássico, sem esforço de mãos e dedos. Desliza as notas sobre as cordas, sem pedir licença, porque toda a companheirada se preparava para ouvir, acompanhar ou cantar no encanto daquele divino som. Lembro-me das tardes de domingo, das noites no bar do Humberto, do velório dele. Viver é sentir saudade.

  4. Saudades de Marcos, tenho certeza que Deus reservou um lugar próximo a Ele lá no céu.
    Obrigado por reelembrar de tantas pessoas, filhos desta terra querida Urucânia. Que o Deus Amantíssimo ilumine cada vez mais sua mente para dar sequencia neste trabalho.
    Abraços,
    Manoel

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

1 trackback

Click to listen highlighted text!