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Um Urucaniense Que Se Deu Bem Em São Paulo

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chapeuSP1303Todos nós sabemos o quanto muitas vezes é difícil ter um bom emprego e crescer profissionalmente nas cidadezinhas do interior.

Foi por causa dessa dificuldade que, na década de 60, um jovem sonhador que morava na área rural de Urucânia, desejando melhorar de vida, arriscou a sorte indo para São Paulo deixando para trás seus pais e irmãos, assim como tantos outros que buscavam um futuro mais confortável, acreditando estar nos grandes centros a solução para todos os problemas.

Durante muitos anos, o jovem esteve afastado da família. Mas um dia, seu pai, um homem decidido e aventureiro resolveu visitá-lo em São Paulo. Uma cidade que naquela época, apesar de grandiosa, ainda era, por muitos, desconhecida. A viagem foi demorada, mas finalmente chegou ao tão sonhado destino.

Chegando lá, o pai tomado pelo sentimento de saudade, reencontrou seu filho amado e após colocarem a conversa em dia, seu filho, feliz com sua visita, resolveu “apresentá-lo” àquela cidade que não dorme nunca.

Encantado com tudo o que estava acontecendo, se deparou com toda aquela multidão, aquela correria, ruas tomadas de veículos, edifícios cada vez maiores. Enfim, uma realidade até então nunca vista por ele, já que estava acostumado com toda calmaria e simplicidade do nosso município.

Em um de seus passeios, algo lhe chamou à atenção: Um edifício no qual sua altura era incalculável.

Diante dele, ficou estarrecido. Pois à medida que olhava para cima, seu corpo ia se curvando para trás, fazendo com que, até então, o seu inseparável chapéu quase fosse ao chão. Como era esperto, o segurou rapidamente e assim permaneceu já que, deslumbrado, não permitiu que nada interrompesse sua visão e nem a do seu filho que não se cansava de mostrar a beleza do lugar.

No entanto, algo curioso aconteceu: Pessoas que passavam perto daquele homem aparentemente todo torto, desajeitado, com o chapéu na mão e com os olhos pregados no edifício, pensaram que se tratava de uma alguém necessitado e entenderam que ele estava pedindo uma “colaboraçãozinha” para quem sabe sustentar a família ou até mesmo matar a sua fome.

Sem perceber a solidariedade dos que passavam, quando resolveu se reerguer para dar continuidade ao passeio, viu, assustado que seu chapéu estava cheio de dinheiro. Todo feliz, exclamou sorridente: “Uai! Não é que o povo paulista é bão mesmo!!!!”

Assim, além de rever o filho depois de tantos anos, voltou para casa com um bom dinheirinho no bolso e um largo sorriso no rosto.

Colaboração:
Texto: Rita de Cássia Araújo

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